quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ter ou não ter namorado





Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

(Nota: este texto não é de Carlos Drummond de Andrade)
Artur da Távola

quinta-feira, 6 de junho de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conjunto de pratos decorativos – Gatinhos


Pratinhos decorados com simplicidade e bom gosto, para decorar qualquer ambiente. Em destaque as silhuetas dos gatos, que por natureza são enigmáticos e misteriosos. Com um toque a mais no brilho dos chatons, enfeitando os pescoços dos gatinhos.



Materiais: pratos de MDF oitavados e decorados a lazer, recortes de gatos de MDF, Aquabase Artesanato, tintas PVA Daiara Branco Paris e Preto, Gomaflex, papel texturizado, Cola Bijoux Daiara, chatons redondos pequenos, Pátina Cera Daiara Ouro Médio e Preto, pincéis sintéticos e de cerdas, rolo de espuma, lixa fina, cordão torcido dourado e branco, tesoura, lápis e pano macio.
Passo a passo:
01. Impermeabilize a peça com uma demão de aquabase artesanato, seque e lixe. 02. Faça o molde do centro do prato, e com ele recorte o papel texturizado. 03. Cole o papel no centro do prato com a gomaflex e seque. 04. Pinte todo o prato, inclusive o papel texturizado, com uma demão de PVA branco Paris. 05. Pinte o recorte com duas demãos de PVA preto, intercalando a secagem. 06. Com pincel de cerdas aplique a pátina cera ouro nos contornos e centro do prato, tirando o excesso com pano macio. 07. Com pincel de cerdas aplique a pátina cera preta no recorte do gato, tirando o excesso e lustrando com pano macio. 08. Com a cola bijou fix cole o cordão torcido contornando o fundo do prato, arrematando o papel texturizado dourado. 09. Cole também os chatons no pescoço do gato, e o gato no centro do prato.

         






quinta-feira, 16 de maio de 2013